Acontecimentos preocupantes

Olá, leitores!

Há muito tempo não posto nada aqui no Club Verde, mas como a situação do nosso mundo está cada vez mais crítica, resolvi reativar o blog!

É impossível negar o que vem ocorrendo conosco nesses últimos tempos.

O ser humano fez a água ficar cada vez mais escassa, e não satisfeito, poluiu mares e rios com lixo. Ele ainda deixou que os gases destruidores que carros e indústrias expelem se acumulassem, formando uma barreira e superaquecendo a Terra, consequentemente provocando o derretimento de geleiras (grande parte dos 2% de água potável disponível no planeta).

Você, que demora mais no banho, lava muita roupa e louça, não se sinta culpado. Se reduzir um pouco seu consumo de água, uma boa quantidade será economizada. Mas as verdadeiras culpadas por essa crise hídrica são as indústrias, que utilizam milhares de litros de água, e poluem muito dela com toxinas restantes de produções.

Há pouco tempo, as barragens de uma empresa em Mariana, Minas Gerais, se rompeu, devastando tudo no seu entorno. E não foi só isso. O líquido que foi liberado ao romper das barragens, de acordo com os jornais, era tóxico, ou seja, poluiu as terras e, se lá havia, os lençóis freáticos.

Ontem vi em um programa de televisão, que enormes quantidades de animais morriam por causa do lixo que acabavam ingerindo, e isso é inaceitável.

Tudo isso está acontecendo ao mesmo tempo. Não podemos evitar, mas sim procurar que isso não se agrave e recuperar a “saúde planetária” aos poucos.

O texto abaixo é uma previsão do que poderá acontecer com nosso mundo e nossa vida, se essa situação se prolongar.

Carta escrita em 2070

“Ano 2070. Acabo de completar 50 anos, mas a minha aparência é de alguém com 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água. Creio que me resta pouco tempo.  Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.

Recordo quando tinha cinco anos. Tudo era muito diferente. Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar  de um banho de chuveiro…Agora usamos toalhas de azeite mineral para limpar a pele.

Antes, todas as mulheres mostravam as suas formosas cabeleiras. Agora, devemos rapar a cabeça para a manter limpa sem água.
Antes, o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje, os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma. Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA  DA ÁGUA, só que ninguém lhes ligava – pensávamos que a água jamais podia acabar. Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão Irreversivelmente contaminados ou esgotados. Antes, a quantidade de água indicada como ideal para beber eram oito copos por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo. A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo e tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado já que as redes de esgotos não se usam por falta de água.

A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele provocadas pelos raios ultravioletas que já não tem a capa de ozônio que os filtrava na atmosfera. Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados.

A industria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-nos em água potável os salários.
Os assaltos por um bidão de água são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética.  Pela ressequidade da pele, uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40.

Os cientistas investigam, mas não parece haver solução possível.  Não se pode fabricar água, o oxigênio também está degradado por falta de  árvores e isso ajuda a diminuir o coeficiente intelectual das novas gerações.
Alterou-se também a morfologia dos espermatozoides de muitos indivíduos e como conseqüência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações.

O governo cobra-nos pelo ar que respiramos (137 m3 por dia por habitante adulto). As pessoas que não podem pagar são retiradas das “zonas ventiladas”. Estas estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam a energia  solar. Embora não sendo de boa qualidade, pode-se respirar. A idade média é  de 35 anos.
Em alguns países existem manchas de vegetação normalmente perto de um rio,  que é fortemente vigiado pelo exercito. A água tornou-se num tesouro muito cobiçado – mais do que o ouro ou os diamantes. Aqui não há arvores, porque quase nunca chove e quando se registra precipitação, é chuva ácida. As estações do ano tem sido severamente alteradas pelos testes atômicos.

Advertiam-nos que devíamos cuidar do meio ambiente e ninguém fez caso. Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder  pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse, o saudável que era a gente, ela pergunta-me: Papá! Porque se acabou a água? Então, sinto um nó na garganta; não deixo de me sentir culpado, porque pertenço à geração que foi destruindo o meio ambiente ou simplesmente não levamos em conta tantos avisos. Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na terra já não será possível dentro de muito pouco tempo porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.

Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto, quando ainda podíamos fazer algo para salvar ao nosso planeta terra!”

Documento extraído da revista biográfica “Crónicas de los Tiempos” de abril de 2002.

(fonte: http://www.portalnossomundo.com/site/ecospace/carta-escrita-em-2070.html)

Sugiro que reflitam sobre essa carta. Ela foi “escrita” no ano de 2070, mas todos esses acontecimentos descritos nela podem chegar muito antes.

Finalizo esse post agradecendo à todos que ainda se preocupam com o planeta, que não desistiram dele.

Obrigada àqueles que ainda acreditam que isso tudo tem salvação, e que lutam por ela!

Rosa-Flor.

 

O Brasil conta gotas

agua desperdiçada

Olá, pessoal!

Desculpem ficar tanto tempo sem postar nada, mas agora que a situação com a água tem se agravado senti necessidade de falar sobre isso aqui no blog.

O texto a seguir, foi retirado do site http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/01/o-brasil-conta-gotas-entenda-as-causas-e-desafios-da-falta-de-agua-que-se-espalha-pelo-pais-4691649.html e espero que possa ajudar vocês a entender melhor este grave acontecimento.

Segundo reportagem, escassez hídrica tem epicentro no Sudeste com efeitos como desabastecimento permanente, risco de apagão e alimentos mais caros:

 

Na virada do século, em 2001, o especialista em recursos hídricos Marcos Freitas, então diretor da Agência Nacional das Águas (ANA), foi convidado por uma revista a fazer projeções sobre o futuro do Brasil e como seria a vida dos brasileiros em 2015. À época, a resposta de Freitas pareceu um tanto esdrúxula: o país, mesmo tendo o maior volume de água doce do planeta, viveria uma grave crise hídrica.

Efeitos da falta de água: resultados em queda e risco de demissões preocupam indústria

Em São Paulo, a população já sofre com a pressão reduzida na rede, o que muitas vezes significa conviver com torneira seca por até 18 horas. E pior: pode ser obrigada em breve a enfrentar um rigoroso racionamento e ficar quatro ou até cinco dias por semana sem água.

A medida drástica tem uma razão. Se a chuva não vier e o consumo não for reduzido, os reservatórios podem ficar sem água ainda no primeiro semestre. A previsão mais pessimista fala em desabastecimento completo em março. O cenário faz serem cogitadas possibilidades como antecipação das férias escolares de julho para maio, uma maneira de incentivar que muitas famílias deixem o Estado e, assim, diminuam o uso de água.

 

Escassez hídrica deixa preço da luz e de alimentos ainda mais caros

Mas se o problema era conhecido há tantos anos, por que não foi evitado? A resposta é complexa. O fato é que a previsão de Freitas mais de uma década atrás não tinha nada de sobrenatural. Estava baseada em números:

– Entre 1998 e 2000, trabalhei na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), onde nos preocupávamos  muito com a quantidade de água disponível. Quando fui transferido para a ANA, em 2001, e comecei a prestar atenção na qualidade. Fiquei estarrecido com a poluição de rios e a falta de tratamento. Era questão de tempo.

 

Mesmo comunicados, governos não tomaram providências

Hoje professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o técnico conta que a situação observada quase 15 anos atrás foi comunicada aos governos paulista e federal, mas não teve efeito. E atribui isso à “surdez pluripartidária”, já que obra de saneamento “não aparece” e, por isso, “não dá voto”.

– É impressionante que, até hoje, a ANA não consegue exercer poder de polícia e cuidar dos mananciais – observa Freitas.

O alerta da agência em 2001 não foi o único. Em 2009, o próprio governo paulista, com base na análise de mais de 200 especialistas, apontava risco de desabastecimento em 2015. E pior: a estiagem que afeta o Sudeste há pelo menos três verões foi apenas um dos fatores que intensificaram o problema. Não o gerou sozinho. É preciso incluir na conta o descuido com as fontes de água, a falta de investimento das empresas para evitar desperdício e a gestão inadequada, que tratou a água como fonte inesgotável quando era cada vez mais escassa.

Menor quantidade e pior qualidade elevam preço de hortaliças e verduras em São Paulo 70% em um mês

Soma-se a isso outro ingrediente: a falta de diálogo com a população. Em ano eleitoral, como foi 2014, candidatos tucanos e petistas fizeram malabarismos retóricos para amenizar a dimensão do colapso e evitar a palavra racionamento. O resultado é a pior crise hídrica da história de São Paulo.

Veja quanta água é necessária para fazer as coisas que você consome!!!

Racionamento e “guerra” à vista

Mesmo que a falta de chuva se concentre no Sudeste, é consenso que o impacto se espraiará pelo país. Se não por dificuldades no abastecimento, na alta do preço da luz e da comida e no enfraquecimento da economia. Analistas projetam que o Brasil crescerá 0,1% em 2015, só que o ajuste fiscal do governo e a falta de água podem levar a taxa para baixo de zero.

Em Minas Gerais, após sobretaxar o consumo, o governo sinalizou que pretende adotar racionamento para diminuir o uso em pelo menos 30%. Eventos tradicionais, como o Carnaval em Ouro Preto, terão de ser adaptados. Até as repúblicas de estudantes, que costumam receber milhares de turistas durante o feriado, limitarão o tempo de banho.
No vizinho Rio de Janeiro, pelo menos dois reservatórios que abastecem o Rio Paraíba do Sul, principal fonte de água do Estado, já atingiram o volume morto. Incapaz de evitar a escassez, o governo aventa a possibilidade de racionamento nos próximos meses.

Até onde a crise hídrica é capaz de chegar? Difícil dizer. Mas especialistas indicam que o cenário atual é só o início de uma “guerra hídrica” entre os Estados por rios que cortam o Sudeste do país.

A primeira trincheira já foi, inclusive, definida: o Paraíba do Sul, que nasce em São Paulo, mas também corta Minas e o Rio, ao longo de 1.137 quilômetros de extensão.
Aos cariocas, o rio é vital por abastecer 11 milhões de habitantes. Na sexta-feira, foi revelado o projeto da obra que interligará a Bacia do Paraíba do Sul ao Sistema Cantareira, que só deve ficar pronta em 2016. O uso dessa água gera divergências desde novembro e parou no Supremo Tribunal Federal, que fixou prazo até 28 de fevereiro – pouco antes do previsto para o colapso hídrico paulista – para cada governo apresentar propostas para resolver a crise.

– É uma escassez que se arrasta. E mesmo que chova muito acima da média durante cinco anos, e os reservatórios voltem a ficar totalmente cheios, nada vai ser como antes – sentencia Roberto Kirchheim, geólogo especializado em recursos hídricos.

…….

Esta escassez de água é realmente muito preocupante, pois a água é um elemento fundamental em nossas vidas. Precisamos da água para comer, para realizar nossa higiene, para dar aos nossos animais, para regar as plantas, enfim, para tudo. O pior de tudo é saber que essa escassez já havia sido prevista, mas ninguém investiu no cuidado e na preservação da água. Deu no que deu. Agora, a população sofre com este racionamento e o governo tenta recorrer a todos os recursos possíveis, que já nem são tantos assim. Se, por exemplo, o governo de São Paulo tivesse investido no tratamento do rio Tietê, a água deste rio poderia ser utilizada. É claro que esta situação não era nem para existir, mas, já que o descuido foi maior do que a preocupação com o esgotamento da água, tudo isso acabou acontecendo.  Então, devemos economizar o máximo, pois se a água acabar a vida também acaba. Essa deve ser uma das piores situações enfrentadas pela humanidade fora as guerras e os desmatamentos.

Ass. Rosa-Flor

Natal ecológico

Um Natal ecológico requer uma árvore de Natal ecológica: as árvores de Natal artificiais não são amigas do ambiente, na medida em que são , na maioria das vezes, compostas por plástico que emite toxinas nocivas para a saúde e o planeta.

Opte por uma árvore de Natal verdadeira, comprada localmente, ou construa sua própria árvore de Natal a partir de cartão reciclado ou tecido. Pode também plantar um pinheiro no jardim, levá-lo para dentro de casa na época de Natal e depois voltar a plantá-la no jardim no ano novo.

A iluminação natalícia não pode faltar na decoração de Natal, mas também esta pode ser amiga do ambiente – basta optar por iluminações LED. Igualmente bonitas, as iluminações LED têm a vantagem de reduzir os custos energéticos em 80% quando comparadas com lâmpadas tradicionais. Outra dica verde: desligue sempre as luzes de Natal durante a noite e quando não está em casa.

Embrulhe os presentes de forma verde: utilize papel de embrulho reciclado ou aproveite folhas de jornal ou de revistas para fazer seus embrulhos. Pode também usar sacos em tecidos ou caixas reutilizáveis para colocar as prendas. Depois, adicione uma fita colorida, uma etiqueta criada com o mesmo papel reciclado e voilá – embrulhos de Natal ecológicos.(…)

O que acharam pessoal? Agora mesmo no Natal podemos cuidar do nosso querido planeta!

Espero que as dicas ajudem.

Elas foram retiradas desse site:

http://umavidaverde.com

Para mais dicas, acesse-o.

Beijos Rosa-Flor.

Situação do meio ambiente é alarmante, diz IUCN

(…)O que se vem observando em escala global é uma piora das condições ambientais, e o Brasil está incluído. Temos uma piora da qualidade da água. As questões relativas à água estão se agravando: tanto aquelas relacionadas às águas superficiais como subterrâneas.

Continuamos perdendo espécies, ou seja, há uma erosão da biodiversidade muito forte em escala global e também no Brasil.

A desertificação de áreas vem aumentando, as questões climáticas estão se agravando, sem que se consiga fazer um bom processo de mitigação e de adaptação a essas mudanças climáticas.

A ocupação da costa vem se intensificando. e, por conta das alterações climáticas globais, os oceanos estão mudando muito as suas características. No caso do Brasil, há a erosão das encostas e do solo. Há uma perda contínua do solo produtivo. São elementos que podem ser observados em escala global, mas também aqui de modo muito intenso.

Há um descompasso muito grande entre a degradação do meio ambiente, que avança em uma velocidade muito rápida, e as respostas que a sociedade consegue dar. No momento, mesmo que a gente tenha falado ou que faça muitas ações com relação à questão ambiental, o quadro é de piora. Essa situação que a gente vive hoje é muito grave. Não temos nenhum elemento que indique, de fato, melhorias ambientais.

A IUCN trabalha na organização de listas de animais em extinção. Qual é a situação do Brasil nesse aspecto?

Existem no Brasil muitos estudos relacionados a espécies ameaçadas, mas estão organizados dentro de metodologias diferentes. O desafio é fazer com que todo esse trabalho possa ser feito dentro de uma mesma metodologia, permitindo sua integração à base de dados mundial. Mesmo que o Brasil tenha hoje muitas informações, o maior problema é que esses dados acabam não sendo integrados aos dados globais.(…)

Para mais informações sobre o assunto, acesse:

http://noticias.terra.com.br/ciencia/

Obrigada mais uma vez pela atenção.

Beijocas ecológicas, Rosa-Flor